[Logica-l] RES: o adjetivo "veritativo"
Eduardo Ochs
eduardoochs em gmail.com
Sexta Outubro 5 21:11:44 BRT 2007
> Arthur Buchsbaum: Tais palavras funcionam, de fato, mas ainda não
> atendem aos requisitos de harmonia e beleza, pois suas grafias e
> pronúncia destoam bastante de quase todas as demais palavras do
> português. Não deveríamos apenas fazer coisas e propor idéias que
> funcionam, mas deveríamos sobretudo atender aos ideais de beleza,
> harmonia, atenção e consciência, quanto a tudo que procedemos. Agir
> com desleixo contribui para a entropia e degeneração de nossa
> civilização, e daí estamos sujeitos a voltar a simplesmente apenas
> grunhir e gritar, esquecendo gradualmente da possibilidade de uma
> forma de vida bela e harmônica com o ambiente em que vivemos.
Você quer harmonia, mas que harmonia é essa Luzia,
só me enche o saco, só chia, só chia.
Você quer harmonia, mas que harmonia,
só me enche o saco, só chia só chia.
Me obriga à mais cruel solução,
desço pro porão da vil covardia,
(...)
Itamar Assumpção - "Luzia"
(É, porque o Itamar grita e grunhe infinitamente melhor do que eu.)
[], Eduardo Ochs
eduardoochs em gmail.com
http://angg.twu.net/
P.S.: depois eu vou tentar responder direito... a primeira mensagem do
Arthur sobre "veritativo" -
<http://www.dimap.ufrn.br/pipermail/logica-l/2007-October/001592.html>
- já fez com que eu passasse duas noites inteiras discutindo com
amigos meus (que estudam Literatura) porque é que o Português
"default" na Academia soa como uma língua embolorada e morta, e como é
que a gente acha que isso está relacionado com tanto da "pesquisa" que
a gente vê por aí ser rotineira e burocrática, e com o tal "silêncio
dos intelectuais"... a resposta de hoje do João Marcos me deixou
felicíssimo, pensei "uau, acho que é uma das coisa mais bem-escritas e
bem estruturadas que eu já li a esse respeito em português", e durante
alguns segundos eu até pensei (juro!) "acho que eu votaria no João
Marcos pra Brasileiro do Ano" - depois eu comecei a rir do que eu
tinha pensado, claro, mas whatever... - bom, como eu já disse, depois
eu escrevo direito, tenho que sair agora, [], E.
P.P.S.: eu nem sei falar e escrever Português direito, decidi muito
cedo que eu ia me dedicar a aprender a me expressar bem num
determinado dialeto, Carioquês - ah, e que eu ia me esforçar pra fazer
com que fosse possível expressar o que eu pensava em Carioquês, apesar
de que aqui quando a gente concatena mais de 5 idéias em seqüência as
pessoas sempre dizem "ih, relaxa, cara, não complica..." - mas me
recuso a aceitar que essa língua que o Arthur Buchsbaum está
inventando sozinho como um Marcelo-Marmelo-Martelo seja "Português"; é
um outro dialeto, e proponho que a gente (?) invente um nome pra ele.
Nomes aos bois... Arthurbuschbaumês?
P.P.P.S.: depois.
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